Então eu, eventualmente, calo o pranto e espero. Até um motivo maior que não seja possível impedir que se transborde, em massa volúvel, o desespero que, frio, envelhece e mata aos poucos. Então eu, sem enxergar, calo novamente e aguardo. Canso, mas não morro, envelheço e permaneço. Abro os olhos, assisto, nem sempre em silêncio, muitas vezes o que não quero. Mas não impeço. Não confio mais. A confiança é como um espelho. Tento não me enxergar, mas o eu é o único de que não me canso - e o único que realmente aparece nesse espelho. Tento, tanto desejo e nenhuma realização. Será que me vou ou fico e tento mudar? Capaz de não resolver o impossível de levantar. Mas deixa...
Nenhum comentário:
Postar um comentário